Início de Semestre

Estamos começando nosso segundo semestre do curso de Ciências Biológicas - Ead - UFSC. Seja bem vindo ao nosso blog de Organização Escolar.

Nosso Grupo

Nosso Grupo
Alunas de Ciências Biológicas - Ead - UFSC - Araranguá

Imaginação - Alimentando o Saber - (clique!)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Atividadade 7 - Seminário


Considerações:
        Na observação da escola e em conversa com os sujeitos observamos que a participação dos diferentes segmentos da comunidade na gestão da escolar se dá de forma pouco efetiva uma vez que poucos participam da elaboração do PPP e das tomadas de decisões .
Motivos:
        Sempre os mesmos elementos participam  da APP e do Conselho deliberativo, geralmente pessoas que já estão engajadas em movimentos religiosos e políticos na comunidade.
        Não há empenho da escola em convidar novos integrantes para as comissões.
       Comodidade, desmotivação, falta de tempo ou inaptidão por parte de pessoas que não participam.

Percebeu-se então a falta de habilidade e capacitação dos gestores para conduzirem a participação da comunidade escolar na gestão da escola, enfim, em fomentarem a democracia.

As boas idéias perdem-se num monte de mesmices e burocracias. Então o trabalho do gestor deve ser pautado na argumentação lógica, coerência pra saber propor e filtrar as idéias insensatas.

sábado, 15 de maio de 2010

Síntese Coletiva - Atividade 6.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – UFSC
CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO – CED
DEPARTAMENTO DE ESTUDOS ESPECIALIZADOS EM EDUCAÇÃO – EED
Profª: Drª Terezinha Maria Cardoso e Roseli Zen Cerny
Turma: Ciências Biológicas – Pólo Araranguá
Acadêmicas: Cíntia Karina Elizandro – Cláudia Pacheco Pedro.
Fabiana Daniel – Maria Eduarda Moreira da Silva.


UNIVERSO ESCOLAR E SUA ORGANIZAÇÃO


O dia-a-dia, a organização, os fatos que ocorrem, entre muitas outras coisas, muito se parecem em todas as escolas, quando analisados de uma maneira bem geral. Porém quando são analisados os componentes que guiam esses fatos ocorridos, percebe-se então que as escolas são singulares, que cada uma possui seus métodos, estratégias, etc., que as diferenciam sim, e muito, mas que estes métodos/estratégias fazem parte de todas elas.

No universo escolar, o currículo é uma questão fundamental para a qualidade de ensino que, no entanto, comumente foi, e frequentemente ainda é estruturado com base numa visão funcionalista da escola, onde se traçam objetivos para satisfazer as demandas de mão-de-obra do mercado de trabalho, inspirando um currículo conhecido por técnico-linear ou tecnicista. Se contrapondo a este modelo foram se desenvolvendo paralelamente, críticas baseadas na teoria marxista, que foram concebendo uma interpretação mais abrangente no que se refere à organização curricular, refletindo sobre as inter-relações criadas entre currículo escolar e a sociedade com suas múltiplas expressões. Apesar dos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs, trazerem uma proposta de currículo integrado, onde o conhecimento possa e deva ser experienciado sob múltiplas perspectivas, a fim de que se abranja em uma dada disciplina, também outras áreas do conhecimento. Então “pensar a organização escolar é pensar o currículo em curso na escola”. (CARDOSO, 2010, pg. 104). Porém a implementação dessa proposta fica sujeita ao “querer fazer” e à dedicação consciente dos sujeitos se predispondo à construção de uma educação mais verdadeira e menos mecânica.

A avaliação é outro processo delicado dentro do cotidiano escolar, uma vez que, implica numa forma de estruturação social competidora e adestradora no uso da ferramenta castigo/recompensa. Superar as armadilhas implícitas num processo avaliativo é fundamental para a construção de indivíduos mais autônomos e menos castrados em suas potencialidades. A avaliação deve ser multifocal, tendo vistas aos diversos reflexos que denotam o aprendizado como processo, e não “aquela coisa” determinista modelada em parâmetros reducionistas do saber medido numa míope escala numérica.

O Projeto Político-Pedagógico (PPP) é uma ferramenta que propicia à comunidade escolar um caminho para construção de uma escola democrática que satisfaça aos anseios dos sujeitos que a compõe. Segundo Cardoso:

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN nº 9394-96), especialmente em seus artigos 12, 13 e 14, atribui a cada unidade escolar a prerrogativa de elaborar seu Projeto Político-Pedagógico e cuidar para que a execução se faça de modo compartilhado com a comunidade. (2010, p.114)
Portanto, fazer uso correto e consciente desse instrumento é um pressuposto para o desenvolvimento de escolas adequadas às necessidades exigidas pelo seu contexto e cotidiano, considerando peculiaridades e objetivando a concretização de um espaço mais justo, digno e condizente com os desejos coletivos. Para tanto, o PPP deve ser um objeto de cuidado coletivo, em todas as suas etapas, tanto conceptivas, quanto executáveis, valorizado na medida do envolvimento dos sujeitos com sua trama que prevê o gerenciamento holístico da organização escolar, norteado por princípios éticos e epistemológicos que permearão a totalidade das ações previstas, como plano de governo, metas públicas em relação à comunidade escolar, planejamento de ações, definição de grupos de trabalho e coordenadores para desenvolvimento das ações propostas, entre outras, que devem ser priorizadas tendo em foco a escola desejável, e planejando o processo que viabilize a construção dessa escola.

O PPP pode ser visto como um processo basilar para a gestão democrática da escola, muitas vezes limitada pelo individualismo vigente na sociedade atual, refletido no seio escolar. Porém, é no viver democraticamente dentro do ambiente escolar que uma nova sociedade pode ser formar; a problemática é que uma coisa está atrelada à outra. A maneira como uma escola está organizada, se refletirá no exercício de democracia ou autoritarismo/submissão de cada sujeito envolvido. É grande, portanto, a responsabilidade da escola na formação de uma sociedade com indivíduos mais conscientes de seus direitos e poderes ou com a formação de indivíduos alienados e submissos aos mandatos impostos que dificilmente serão por eles questionados.

Em meio a esta organização escolar percebe-se ainda no interior da escola os espaços, as paredes, os mobiliários, os setores, os corredores, todos destinados à condução disciplinada de alunos, professores e funcionários. Neste contexto, pode-se observar a escola e a educação como engrenagens institucionais onde os sujeitos tornam-se reféns de uma ordem totalitária e burocrática. (PIMENTEL, 2002, p. 150).

Porém, cabe ressaltar, que o espaço escolar não está dissociado às práticas humanas cotidianas onde ocorrem o namoro, os entretenimentos, as fofocas, o erotismo, entre outros. “O cotidiano do espaço escolar pulsa no ritmo das vidas que preenchem as suas arquiteturas”. (PIMENTEL, 2002, p. 150). Ou seja, assim como acontece na vida, as formas individuais de viver e perceber o mundo estão presentes nas diferentes formas de ensinar e aprender. Cada indivíduo assim enriquece os processos culturais introduzidos nas práticas educativas.

A gestão democrática da escola perpassa pela abertura à participação ativa dos diferentes atores e pelo respeito, atenção e cuidado à multiplicidade de interesses que advém da existência de uma sociedade em miniatura compondo seu corpo. Além de considerar a organização didático-pedagógica como um mosaico que se complementa e se interconecta a todo instante em face à própria complexidade humana, priorizar esta ou aquela especialidade do ensino é deslizar pela trilha funcionalista da escola ditando seus imperativos orquestrados pelo condicionamento social.



REFERÊNCIAS

CARDOSO, T. M. Organização escolar. 1. reimp. Florianópolis : BIOLOGIA/EAD/UFSC, 2010.

PIMENTEL, A. Escola, educação e gestão da vida. Ponto de Vista, Florianópolis, n. 3/4, p. 145-159, 2002.



quinta-feira, 13 de maio de 2010

Síntese individual 6- Cláudia Pacheco.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – UFSC
CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO – CED
DEPARTAMENTO DE ESTUDOS ESPECIALIZADOS EM EDUCAÇÃO – EED
Profª: Drª Terezinha Maria Cardoso e Roseli Zen Cerny
Turma: Ciências Biológicas – Pólo Araranguá
Acadêmica: Cláudia Pacheco Pedro.
Matrícula: 09408024.


A complexa organização do cotidiano de uma escola



O dia-a-dia, a organização, os fatos que ocorrem, entre muitas outras coisas, muito se parecem em todas as escolas, quando analisados de uma maneira bem geral. Porém quando são analisados os componentes que guiam esses fatos ocorridos, percebe-se então que as escolas são singulares, que cada uma possui seus métodos, estratégias, etc., que as diferenciam sim, e muito, mas que  estes métodos/estratégias fazem parte de todas elas. Fazendo uma análise sobre cada um deles, começamos então pelo currículo:

O currículo escolar tem uma caracterização comum de que é composto pelas disciplinas, e os conteúdos que devem ser abordados durante cada fase da educação, e que estes devem ser transmitidos para os estudantes, e que os mesmos devem assimilá-los. Este modo de pensar o currículo escolar é baseado no currículo tecnicista ou linear, que visa o processo educativo como objetivo e operacional. A partir daí, surgem questões que implicam na funcionalidade deste método, que levam em conta o fato de que se deve ter a preocupação referente à aprendizagem do aluno, e não simplesmente a quantidade dos conteúdos que deveriam ser transmitidos. De acordo então com essa preocupação, surge a necessidade da integração do currículo escolar, onde as disciplinas são inter-relacionadas, a fim de que se abranja em uma dada disciplina, também outras áreas do conhecimento. Então “pensar a organização escolar é pensar o currículo em curso na escola”. (CARDOSO, 2010, pg. 104).

A avaliação, um dos outros componentes da organização escolar, está presente em todo momento. Ela é importante neste processo de ensinar-aprender, pois através dela se pode deduzir o grau de aprendizagem de um aluno. O que pode diferenciar-se então é como a escola avalia seus alunos, se ela somente mede o alcance de resultados, ou se ela leva em consideração este método de ensinar-aprender, ou seja, se este método esta sendo funcional e eficiente de modo igual para todos os alunos, preocupando-se com o compromisso de que todos devem realmente aprender.

O Projeto Político-Pedagógico, não menos importante, que está presente em qualquer escola, é o que guia o dia-a-dia escolar. Muitas vezes é deixado em segundo plano, não sendo levado em conta durante a tomada de decisões. Outras, no momento em que vai ser discutido e elaborado, não têm a participação efetiva de todos os componentes do espaço escolar, e muito menos ainda da comunidade. O PPP deve ser criado e executado de acordo com a realidade da escola onde ele está inserido, por esse motivo, a importância de ser cuidadosamente analisado e pensado. Para isso, segue alguns preceitos indispensáveis quando elaborado, como: eixo transversalizador, plano de governo, compromissos públicos, princípios éticos, planejamento das ações, planos de trabalho em equipe. Assim deve ser construída uma pratica pedagógica orientada por uma “ética do cuidado”.

Por último, mas não menos importante, está a gestão democrática da escola. Esta então, é encarregada de por em prática os métodos, princípios e projetos citados acima, levando em conta, que a escola é um espaço composto por pessoas que se diferem por demais em muitos aspectos, e que por isso, há a necessidade de uma gestão realmente democrática, que siga, que se oriente pelo seu Projeto-Político-Pedagógico, que respeite as necessidades de cada aluno, que se organize de modo a atendê-las, que leve em conta o principal motivo que os levam até a escola: o aprender com qualidade.


BIBLIOGRAFIA

CARDOSO. Terezinha M. Organização escolar. Florianópolis: Biologia/EaD/UFSC. 2010.

Atividade 6 - Síntese individual - Cíntia Karina Elizandro

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – UFSC
CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO – CED
DEPARTAMENTO DE ESTUDOS ESPECIALIZADOS EM EDUCAÇÃO – EED
Profª: Drª Terezinha Maria Cardoso e Roseli Zen Cerny
Turma: Ciências Biológicas – Pólo Araranguá
Acadêmica: Cíntia Karina Elizandro


 
EVOLUIR ESCOLAR

No universo escolar, o currículo é uma questão fundamental para a qualidade de ensino, que no entanto, comumente foi, e frequentemente ainda é estruturado com base numa visão funcionalista da escola, onde se traçam objetivos para satisfazer as demandas de mão-de-obra do mercado de trabalho, inspirando um currículo conhecido por técnico-linear ou tecnicista. Se contrapondo a este modelo foram se desenvolvendo paralelamente, críticas baseadas na teoria marxista, que foram concebendo uma interpretação mais abrangente no que se refere à organização curricular, refletindo sobre as inter-relações criadas entre currículo escolar e a sociedade com suas múltiplas expressões.

Apesar dos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs, trazerem uma proposta de currículo integrado, onde o conhecimento possa e deva ser experienciado sob múltiplas perspectivas, a implementação dessa proposta fica sujeita ao “querer fazer” e à dedicação consciente dos sujeitos se predispondo à construção de uma educação mais verdadeira e menos mecânica.

A avaliação é outro processo delicado dentro do cotidiano escolar, uma vez que, implica numa forma de estruturação social competidora e adestradora no uso da ferramenta castigo/recompensa. Superar as armadilhas implícitas num processo avaliativo é fundamental para a construção de indivíduos mais autônomos e menos castrados em suas potencialidades. A avaliação deve ser multifocal, tendo vistas aos diversos reflexos que denotam o aprendizado como processo, e não “aquela coisa” determinista modelada em parâmetros reducionistas do saber medido numa míope escala numérica.

O Projeto Político-Pedagógico (PPP) é uma ferramenta que propicia à comunidade escolar um caminho para construção de uma escola democrática que satisfaça aos anseios dos sujeitos que a compõe. Segundo Cardoso:

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN nº 9394-96), especialmente em seus artigos 12, 13 e 14, atribui a cada unidade escolar a prerrogativa de elaborar seu Projeto Político-Pedagógico e cuidar para que a execução se faça de modo compartilhado com a comunidade. (2010, p.114)

Portanto, fazer uso correto e consciente desse instrumento é um pressuposto para o desenvolvimento de escolas adequadas às necessidades exigidas pelo seu contexto e cotidiano, considerando peculiaridades e objetivando a concretização de um espaço mais justo, digno e condizente com os desejos coletivos. Para tanto, o PPP deve ser um objeto de cuidado coletivo, em todas as suas etapas, tanto conceptivas, quanto executáveis, valorizado na medida do envolvimento dos sujeitos com sua trama que prevê o gerenciamento holístico da organização escolar, norteado por princípios éticos e epistemológicos que permearão a totalidade das ações previstas, como plano de governo, metas públicas em relação à comunidade escolar, planejamento de ações, definição de grupos de trabalho e coordenadores para desenvolvimento das ações propostas, entre outras, que devem ser priorizadas tendo em foco a escola desejável, e planejando o processo que viabilize a construção dessa escola.

O PPP pode ser visto como um processo basilar para a gestão democrática da escola, muitas vezes limitada pelo individualismo vigente na sociedade atual, refletido no seio escolar. Porém, é no viver democraticamente dentro do ambiente escolar que uma nova sociedade pode ser formar; a problemática é que uma coisa está atrelada à outra. A maneira como uma escola está organizada, se refletirá no exercício de democracia ou autoritarismo/submissão de cada sujeito envolvido. É grande, portanto, a responsabilidade da escola na formação de uma sociedade com indivíduos mais conscientes de seus direitos e poderes ou com a formação de indivíduos alienados e submissos aos mandatos impostos que dificilmente serão por eles questionados.

A gestão democrática da escola perpassa pela abertura à participação ativa dos diferentes atores e pelo respeito, atenção e cuidado à multiplicidade de interesses que advém da existência de uma sociedade em miniatura compondo seu corpo. Além de considerar a organização didático pedagógica como um mosaico que se complementa e se interconecta a todo instante em face à própria complexidade humana, priorizar esta ou aquela especialidade do ensino é deslizar pela trilha funcionalista da escola ditando seus imperativos orquestrados pelo condicionamento social.


REFERÊNCIAS

CARDOSO. Terezinha M. Organização escolar. Florianópolis: Biologia/EaD/UFSC. 2010.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO
DEPARTAMENTO DE ESTUDOS ESPECIALIZADOS EM EDUCAÇÃO
CURSO: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS – MODALIDADE A DISTANCIA
PROFA. TEREZINHA MARIA CARDOSO E ROSELI ZEN CARNY
ACADEMICA: FABIANA DANIEL

ATIVIDADE 6
ESCOLA : GESTÃO DEMOCRÁTICA E GESTÃO DO CUIDADO

Assim como ocorre com a escola, a forma de se entender o currículo vem se modificando ao longo do tempo. O currículo entendido pelo modelo tecnicista é o conjunto das disciplinas e os conteúdos que devem ser transmitidos do professor para o educando. Este modelo baseia-se nos princípios da racionalidade, eficiência e produtividade. A partir de 1980 chega ao Brasil a visão crítica de se entender o currículo, ocorre então, uma crítica ao modelo tecnicista baseado na teoria marxista. Compreende-se, a partir daí, o currículo como algo além das disciplinas e conteúdos, incorporando-lhe implicações sociais, políticas, econômicas e culturais.

Os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacional) propõem a organização curricular de forma integrada, buscando uma interconexão entre as diferentes disciplinas (e seus conteúdos) com a finalidade de que um tema possa ser estudado sob o ponto de vista das várias áreas do conhecimento. Porém esta integração curricular precisa da vontade dos sujeitos envolvidos de praticá-la. Pode-se dizer então, que a visão atualmente empregada ao currículo o entende como tudo o que acontece na escola, e que afeta a forma de ensinar e aprender, ou seja, a construção coletiva do saber.

A avaliação também faz parte do processo de ensino-aprendizagem, pois é através dela que educadores e educandos percebem o quanto alcançaram as metas propostas nas atividades pedagógicas. A concepção tecnicista da avaliação a compreende como forma classificatória, onde atitudes como punição e recompensa se justificam. As críticas a essa concepção traz uma ideia de avaliação a serviço de práticas docente emancipatórias e inclusiva, visando a busca de novos rumos pra que todos aprendam.

Sobre o projeto político-pedagógico pode-se dizer que faz parte da escola mesmo quando esta diz não tê-lo formalmente em um documento, pois ele está presente em todos os espaços da organização escolar. Assim, devemos perceber como a equipe pedagógica e administrativa se efetiva com seu PPP, entender se são valorizadas as ações que tornam a escola um espaço democrático, que respeita as manifestações ou não. Devemos perceber também a importância atribuída aos educandos e seus familiares, aos professores e funcionários da escola.

A LDBEN n. 9394-96 atribui a cada escola a tarefa de elaborar eu PPP e ficar atenta para que sua execução ocorra de forma compartilhada com a comunidade, e que a prática pedagógica se guie pela ética do cuidado.

O PPP traz em sua formação o projeto, o político e o pedagógico como uma tríade indissociável que busca a antecipação de possibilidade, a legitimidade do outro e a transformação criativa do cotidiano. Então podemos refletir que o PPP deve afirmar a prática do cuidado no ambiente escolar, onde os sujeitos ali inseridos, consigam compartilhar ideias, conflitos, incertezas expressas em palavras, ações ou ocultos na ignorância de quem não consegue nem mesmo expressá-los.

Contudo, o cotidiano da escola é rico em fenômenos de expansão da vida. O viver ali é uma declaração de desordem, pois transcende a ordem que asfixia a capacidade de expressão. A escola e a educação são resultados da produção cultural humana com suas subjetividades.

No interior da escola percebem-se os espaços, as paredes, os mobiliários, os setores, os corredores, todos destinados à condução disciplinada de alunos, professores e funcionários. Neste contexto, pode-se observar a escola e a educação como engrenagens institucionais onde os sujeitos tornam-se reféns de uma ordem totalitária e burocrática. (PIMENTEL, 2002, p. 150).

Porém, cabe ressaltar, que o espaço escolar não está dissociado às práticas humanas cotidianas onde ocorrem o namoro, os entretenimentos, as fofocas, o erotismo, entre outros. “O cotidiano do espaço escolar pulsa no ritmo das vidas que preenchem as suas arquiteturas”. (PIMENTEL, 2002, p. 150). Ou seja, assim como acontece na vida, as idiossincrasias humanas estão presentes nas diferentes formas de ensinar e aprender. Cada indivíduo assim enriquece os processos culturais embutidos nas práticas educativas.

Por fim, a gestão democrática da escola é aquela que respeita as especificidades culturais da comunidade e tem o espaço escolar como um lugar social do cuidado e da aprendizagem. A gestão da escola precisa considerar a vida como principal fundamento das práticas pedagógicas, precisa ser feita em grupo, de forma democrática, tendo como norteador o planejamento, a diretividade e o respeito às decisões coletivas, privilegiando a dialogicidade, a abertura epistemológica e política e a formação de pessoas com responsabilidade social.


REFERÊNCIAS


CARDOSO, T. M. Organização escolar. 1. reimp. Florianópolis : BIOLOGIA/EAD/UFSC, 2010.


PIMENTEL, A. Escola, educação e gestão da vida. Ponto de Vista, Florianópolis, n. 3/4, p. 145-159, 2002.

SÍNTESE CAPÍTULOS 8, 9 E 10.

SÍNTESE SOBRE OS CAPÍTULOS 8, 9 E 10.

O currículo escolar é cotidianamente visto como uma lista de conteúdos, disciplina por disciplina, a serem transmitidos aos alunos.
Após modificações na compreensão do “ser escola”, também o currículo escolar mudou para tornar-se construtivo. O currículo já não é mais composto de etapas definidas a serem simplesmente cumpridas pelo educador e pelo educando sem compromisso social. Agora a organização do currículo escolar tem princípios políticos, sociais e pedagógicos, com ética e compromisso social.
Atualmente os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) integram as disciplinas, a escola, educadores e educandos em torno dos temas, incentivando e sugerindo dinâmicas do cotidiano escolar, implicações sociais, políticas, econômicas e culturais.
O conhecimento não é transmitido como verdade absoluta e sim sujeito a reflexões, mudanças contínuas e diversidade de pontos de vista.
Para tanto, os métodos de avaliação também passam de métodos classificatórios meramente quantitativos, para métodos classificatórios qualitativos. A avaliação passa a ser inclusiva, o educador assume os educandos como parceiros na aprendizagem, onde todos aprendem. Não se busca só quantidade, mas qualidade num processo que concebe a educação como práticasocial.
Tomamos o projeto político pedagógico (PPP) como ponto de partida, onde se expressam desejos de mudanças para construção de processos coletivos para melhor atender os jovens. Como educadores somos responsáveis por sua formação, e ter sensibilidade de respeitar suas diferenças étnicas e religiosas.
Além das questões que formam o projeto pedagógico, surgem outros questionamentos que vão depender da cultura da escola, localidade, dos integrantes que nela se encontram e como os mesmos são tratados neste ambiente escolar.
A escola deveria ser um lugar onde fosse estimulado o raciocínio lógico, desenvolvendo aptidões únicas, e não serem tratados como receptáculos, onde a relação aluno-professor não é exclusiva para transmissão de saber e não de troca de conhecimentos, em um âmbito que necessita de competência e sensibilidade social.
Sendo assim, o PPP se molda conforme as relações da comunidade escolar e suas maneiras de pensar.
A escola é um lugar onde os educandos convivem e, por isso, tem como objetivo o aprendizado de socialização para que sejam cidadãos conscientes de seus direitos. Porém não cabe só essa função, mas seu convívio sendo mais freqüente, promovendo assim uma aprendizagem mais efetiva. Para que a escola desempenhe seu papel político é preciso a organização de uma gestão democrática.
A escola pode ser democrática ou autoritária, que compreende visões hierárquicas e burocráticas, sendo funcionalista ou estruturalista, porém tentando introduzir processos de participação como Grêmio Estudantil, APP, etc.. uma escola democrática é algo que se desenvolve quando praticada pelos processos de vivência dos seres em questão, uma aprendizagem de valores que contribuem para a formação de cidadãos e melhor participação do processo político-democrático. Os indivíduos aprendem a respeitar as diferenças, colocando pontos de vista sem que haja discórdia, prevalecendo a participação, chegando a acordos, etc..
Para uma organização deve-se levar em conta as regras propostas pelas escolas, dias efetivos, etc.E também uma pedagogia qualificada e uma relação democrática de seus integrantes, onde todos ensinam e aprendem, incentivando a participação nesse âmbito social vivenciado diariamente, sem prioridade nos resultados, e sim em como são concebidos.
São dados valoras às disciplinas, sendo algumas de menor importância, quando todas têm significados de interação, expressão, socialização e uso expressivo da criatividade, pois cada uma destas matérias dependem umas das outras, o que deve ser valorizado para incentivar uma escola mais democrática e uma visão mais crítica do educando.
Assim como é de importância a exploração de materiais didáticos, não somente do livro e da bagagem do professor, outros recursos devem complementar e estimular os educandos, prender sua atenção, tornar a aula mais atrativa, e explorar o modo de pensar de cada um.
No entanto, algumas escolas não vêem este pareamento como estimulador da aprendizagem e sim como distração e como incentivador da falta de interesse por parte do educando.



Maria Eduarda Moreira da Silva

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Escolas Públicas no Brasil

Convidamos a todos, refletir sobre educação pública no Brasil, através de uma obra de Quino:

Fonte: LAVADO, Joaquim S. Potentes, Prepotentes e Impotentes.1.ed.Lisboa: Teorema, 2004.






















Como não remas mais? Me estranha Fernandes!!! Estamos ou não todos na mesma barca?

sábado, 13 de março de 2010

Síntese Coletiva

CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO – CED
DEPARTAMENTO DE ESTUDOS ESPECIALIZADOS EM EDUCAÇÃO – EED
CURSO: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS – Modalidade a Distância
Profª: Drª Terezinha Maria Cardoso e Roseli Zen Cerny
Acadêmicas: Cíntia Karina Elizandro – Cláudia Pacheco Pedro
Fabiana Daniel – Maria Eduarda Moreira da Silva



SÍNTESE COLETIVA


A cultura escolar pode ser considerada como os aspectos pedagógicos, organizacionais, arquitetônicos, entre outros, que se apresentam similares nas escolas de maneira em geral, e que estão arraigados ao imaginário coletivo. Já a cultura da escola é o movimento de diferenciação que ocorre em cada escola de uma forma específica, pois engloba não só a escola em si, mas também a dimensão da subjetividade dos atores nela envolvidos, incluindo aí a própria comunidade.
Importantes sociólogos como Durkheim, Weber e Marx, criaram concepções sobre as significações sociais da escola, procurando compreendê-la e organizá-la. Nessas diferentes concepções, desde as mais tradicionais como a funcionalista, a estruturalista e a reprodutivista, até as que conferem à escola uma esfera de autonomia que filtra as determinações exteriores, como um local de resistência e como um espaço sociocultural, percebe-se a tentativa de entender as finalidades da escolarização.
Para se entender a dimensão da instituição escolar cabe ressaltar que junto com as grandes civilizações veio a necessidade de um local para a disseminação da aprendizagem e da cultura. Assim, com o surgimento das cidades e da burguesia, nos séculos XI, XII e XII, o conceito da escola ganhou força, com o objetivo voltado aos interesses e necessidades desta nova classe. Porém, durante a Idade Média (de VII a XIV), a escola tinha como único objetivo a disseminação da doutrina cristã. Já, durante o período clássico (de XV a XVIII), com a invenção da imprensa, entre outras grandes descobertas, a escola passa a ter também a finalidade de socialização do indivíduo. A partir do século XVIII, no período tecnicista, a escola teve como finalidade a disseminação de saberes técnicos e científicos, e essa concepção deixou influências até hoje percebidas na educação contemporânea.
No Brasil, o processo de universalização da escolarização da população só ocorreu no início do século XX, com o processo de urbanização e de desenvolvimento industrial. Contudo, desde o período do Império, já se buscava legislar sobre a educação no território nacional, sendo de 1827 a primeira Lei Nacional que busca regular a educação primária abrangendo a gratuidade, o currículo e o salário dos professores, essa Lei durou oito anos. Com relação à educação escolar primária, foi só depois de cem anos passados que a Constituição Federal voltou a citar a Educação Nacional. É na Constituição de 1934, que a educação é incluída como direito do cidadão, gratuita e obrigatória. Nesse mesmo período é criado o Ministério da Educação e de Saúde Pública e fundado o Conselho Nacional de Educação. A primeira LDBEN é a Lei n. 4.024 de 1961, e em 1964, com o golpe militar uma nova LDBEN foi estruturada, a Lei n. 5.540/64, que legislava sobre o Ensino Superior, e a Lei n. 5.692/71, sobre o ensino de 1º E 2º graus. Na década de 1980, com a volta da democracia, uma nova LDBEN criada, a Lei n. 9,394/96, que está até hoje em vigor.
Não obstante, o direito à educação, para tornar-se realidade, deve materializar-se em um organismo que suporte programa, currículo, metodologia, espaço físico, professor e condições de trabalho, entre outros. O espaço físico faz parte da vida escolar e o empobrecimento desses espaços constitui-se em mais um componente excludente e desqualificador da educação. A arquitetura escolar não tem sofrido grandes modificações desde que nela, no século XVIII, foi incorporado o objetivo de transmissão dos saberes, da técnica e da ciência. Assim, há trezentos anos a escola, onde estudamos e vamos trabalhar, não experimenta profundas transformações arquitetônicas.
Vale salientar também que muitas das experiências históricas vividas durante os vários períodos em que a escola sofreu transformações, que a concepção que cada sociedade tem de escola, em se tratando de seus objetivos, de seus métodos e também de seus resultados, estão inseridos e vão se misturando ao longo do tempo com as novas dimensões, visões, conceituações e finalidades que a sociedade atribui à escola. Fatos estes que podem contribuir no momento da realização e aperfeiçoamento de seus métodos, servindo como base experimental, porém, em contrapartida, a preservação, a tradição e conservação de idéias e costumes podem de certa forma impedir a evolução do processo escolar, quando se pensa em tentativas de renovação.
Fazendo uma comparação entre a experiência pessoal do grupo e os conteúdos até agora estudados, foi possível perceber que as diversas significações sociais creditadas à escola, são vivenciadas de maneira diferente por cada indivíduo. O contato que se estabelece entre estudante (criança, adolescente, jovem e adulto) e o ambiente escolar, passa por um poderoso filtro pessoal. É interessante ressaltar que devido à cultura escolar, fica fácil argumentarmos sobre nossas experiências escolares, pois é como se existissem vários pontos de referência para análise, como a hierarquia adotada, a dicotomia da atuação dos professores deixando suas marcas, tanto positivas quanto negativas, regras, amizades, estrutura física tradicional apresentando poucas variações, classes seriadas e conteúdos por disciplinas, horário-padrão curto (talvez nos condicionando às atribulações da vida).
No que tange a cultura escolar, as visões funcionalista, estruturalista e reprodutivista são notórias no contexto, pois fomos preparados pra nos adequarmos a realidade social dominante. O que difere é a maneira como aconteceu esse condicionamento, ressaltando então a influência da cultura da escola, onde algumas desenvolveram um foco mais estruturado de resistência com maior autonomia em relação a esta concepção conservadora que se reproduz continuamente mesmo que com roupagens variadas.
Relatar a experiência grupal é uma tentativa por demais complexa, pois são universos distintos de entendimento, conjunturas de situações muito íntimas que estavam ocorrendo no turbilhão do sistema escolar em que estávamos inseridos. Alguns vivendo esse estágio com maiores resistências, encarando o ambiente escolar como uma arena, em que a sobrevivência de sua autonomia era a grande conquista almejada. Outros com mais aceitação, facilidade de adequação às condições impostas. E as próprias situações vivenciadas foram diferentes, mas a diferença no ambiente escolar é um adjetivo meio desprovido de significado. Incluir a diferença, não deveria ser apenas daquela que se revela aos olhos, como certas limitações físicas ou mentais à determinados padrões. Mas conceber o entendimento que incluir a diferença é respeitar a individualidade de cada ser que ingressa no ambiente escolar, respeitar a sensibilidade, a criatividade, as aptidões, as formas de aprendizagem e também as limitações de cada um.

BIBLIOGRAFIA
CARDOSO. Terezinha M. Organização escolar. Florianópolis: Biologia/EaD/UFSC. 2010.

CURI, Carlos R. J. Direito à educação: direito à Igualdade, direito à diferença. In: Cadernos de Pesquisa. n. 116. Jul. 2002.

GONÇALVES, Rita de C. A arquitetura escolar como materialidade do direito desigual à Educação. Ponto de Vista. n1. v.1. jul./dez. 1999.

Síntese Individual - Maria Eduarda Moreira da Silva

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - UFSC
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS - CED
DEPARTAMENTO DE ESTUDOS ESPECIALIZADOS - EED
CURSO: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS - Modalidade a Distância
Profª: Drª Terezinha Maria Cardoso e Roseli Zen Cerny
Acadêmica: Maria Eduarda Moreira da Silva

Experiências Escolares

O ensino fundamental e o médio, estudei em uma escola estadual em Meleiro, desde de 2002.
É uma escola de política mais liberal, onde os alunos fazem viagens de estudo, que é, algumas vezes, cobrados nas aulas ou para complementar algo já visto. Os professores são bons, alguns são dinâmicos e interagem com os alunos, outros não. Lá existem muitos alunos especiais, cadeirantes, e alunos com alguma dificuldade mental, o respeito é mutuo, ninguém os discrimina, ao contrário os incluem.
Com estrutura ampla, compreende um auditório, laboratório de biologia, química, artes, informática, possui também um ginásio e quadra de esportes, pista de corrida biblioteca.Nesta escola oferecem campeonatos de futebol, festival de dança e de poema, alem dos trabalhos feitos na campanha da fraternidade. Promovem palestras, como por exemplo, orientação vocacional (pedido por alunos).
Quanto as políticas pedagógicas, pode-se dizer que a culpa não é só do sistema educacional, assim como não é só do professor. Os alunos também tem sua parcela de culpa, aqueles que vão para a escola cometer atos de vandalismo, aterrorizam os professores com agressividade, quando o professor se propõem a fazer algo novo, além do completo desinteresse destes alunos em querer aprender.
O sistema possui muitas falhas que podem ser corrigidas, mas dependem de muitas pessoas que não reivindicam esses interesses, preferem o comodismo ao trabalho.

BIBLIOGRAFIA

GONÇALVES, Rita de C. A arquitetura escolar como materialidade do direito desigual à Educação. Ponto de Vista. n1. v.1. jul./dez. 1999.

CURI, Carlos R. J. Direito à Educação: Direito à Igualdade, Direito à Diferença. In: Cadernos de Pesquisa. n. 116. Jul. 2002.

CARDOSO. Terezinha M. Organização escolar. ? ed. Florianópolis: Biologia/EaD/UFSC. 2010.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Síntese Individual - Cláudia Pacheco Pedro.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – UFSC
CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO – CED
DEPARTAMENTO DE ESTUDOS ESPECIALIZADOS EM EDUCAÇÃO – EED
CURSO: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS – Modalidade a Distância
Profª: Drª Terezinha Maria Cardoso e Roseli Zen Cerny
Acadêmica: Cláudia Pacheco Pedro.

Síntese individual sobre “cultura escolar e “cultura da escola”.

As escolas na maioria das vezes muito se parecem, em se tratando de seu aspecto físico, de sua estrutura, de seus espaços, de sua arquitetura, permitindo-se ser reconhecível quase que imediatamente, tendo por motivo, seguir-se quase que sempre um padrão na forma como são construídas. São constituídas pelos mesmos elementos básicos e característicos, os quais devem ser somente acrescentados, porem nunca descartados, pois são estritamente necessários para o bom funcionamento do ambiente e para alcançar o objetivo ao qual a escola foi projetada, de maneira generalizada que é a transmissão de conhecimento aos educandos que a freqüentam. A essas características fundamentais e que estão presentes na maioria das escolas chamam-se de cultura escolar.
Então precedida da cultura escolar, porem não menos importante, está a cultura da escola. Entende-se então que a cultura da escola é uma composição de vários fatores ou elementos os quais influenciam o modo como funciona este ambiente, este espaço, e elementos estes que por sua vez diferenciam uma escola de outra, pois dizem respeito às suas concepções teóricas e políticas, o projeto político pedagógico ao qual ela segue, seus atuantes (os responsáveis por sua admistração, educadores, educandos, os envolvidos com a limpeza, manutenção, segurança, entre outros.), as crenças e o histórico sócio e cultural das pessoas que a freqüentam.
Este espaço então, que se difere entre outras construções por ter características próprias, mas que se assemelha muito quando relacionamos uma escola e outra, e que se difere quando se analisa sua “cultura da escola”, também possui significações sociais, que vem se construindo e se modificando ao longo de muitos séculos. Distintas concepções desde aquelas que vêem a escola sem uma determinação social, até aquelas que atribuem á escola uma esfera de autonomia relativa, em que as resistências são possíveis, estão inseridas nas significações e diferentes papeis que a escola cumpre. Nos fundadores dessa área do conhecimento, Durkhein, Weber e Marx, encontraram as matrizes teóricas de diferentes formas de compreender e organizar e escola.
Para Durkhein e sua visão funcionalista, a escola era dividida, como se fossem os órgãos do corpo humano, cada um com sua função, a qual muito bem desempenhada, para o bom funcionamento da escola.
Já para Weber, hierarquia, competência e organização, inseridos na sua visão burocrática, tinham como resultado um bom funcionamento.
A visão reprodutivista da escola, baseada nas teorias de Marx, afirma a função reprodutora da visão escolar, onde a escola possui seus próprios princípios de organização.
Outra maneira diferente de se ver a escola é com um espaço sócio-cultural, que é autônomo no que diz respeito às exigências exteriores. Ambiente esse, no qual se produz cultura, e que possui ritmos, linguagens e um sistema próprio de educação que lhe são singulares.
Portanto, quando ainda pequenos e passamos a freqüentar uma escola, não temos a dimensão de tão importante e fundamental ela é em nossas vidas, e o quanto pode nos influenciar, nos acrescentar, e por que não também nos reprimir. Pensamos inicialmente então que iremos pra lá aprender a ler e escrever. Não temos a idéia de quanto a escola é importante e quanto pode transformar a vida de uma pessoa. A partir desse momento, passamos a conhecer um novo “mundo”, cujos espaços e áreas são organizados de maneira totalmente diferente ao ambiente ao qual estávamos acostumados, que era nossa casa.
Então, após a leitura e a compreensão destes dois conceitos principais (cultura escolar e cultura da escola), podemos entender o porquê de essa estrutura ter características tão singulares e particulares. Entendemos o motivo pelos quais as salas de aula, o pátio, a secretaria e outras áreas muito importantes da escola, são organizadas. Mas além destes dois conceitos iniciais (cultura escolar e cultura da escola), entendemos e relacionamos muitos outros fatores que influenciam em todo o processo o qual a escola se destina a cumprir, que é o de levar aprendizagem, conhecimento, cultura e muitas outras coisas que possibilitam os educandos se tornarem pessoas muito mais capazes de discernir, acompanhar e interferir nos fatos que compõe o cotidiano. Destaca-se então dentre os determinantes do bom cumprimento do papel fundamental da escola, a sua estrutura física, a formação dos professores, o projeto político pedagógico, o amparo que esta instituição tem referendo-se ao repasse de verbas, a organização de sua estrutura, a cultura das pessoas que a freqüentam, leis que garantam a possibilidade dos alunos freqüentarem a escola, etc.
Destes pontos citados, não podemos identificar um como mais importante que o outro, pois todos fazem parte dessa estrutura, cada qual cumprindo seu papel. Assim a ineficiência de um deles, interfere em toda a estrutura de organização e funcionamento da escola. Pode-se então afirmar que este é o motivo pelo qual a escola pública no Brasil ainda deixa tanto a desejar, não conseguir transmitir uma educação de excelente qualidade como a de outros paises, por não estar totalmente amparada, apoiada pelo governo, para poder cumprir de maneira eficaz o papel ao qual foi designada.



Revisão bibliográfica:

GONÇALVES, Rita de C. A arquitetura escolar como materialidade do direito desigual à Educação. Ponto de Vista. n1. v.1. jul./dez. 1999.

CURI, Carlos R. J. Direito à educação: direito à Igualdade, direito à diferença. In: Cadernos de Pesquisa. n. 116. Jul. 2002.

CARDOSO. Terezinha M. Organização escolar. Florianópolis: Biologia/EaD/UFSC. 2010.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Síntese Individual - Fabiana Daniel.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO
DEPARTAMENTO DE ESTUDOS ESPECIALIZADOS EM EDUCAÇÃO
CURSO: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS – Modalidade a Distância
Profª: Drª Terezinha Maria Cardoso e Roseli Zen Cerny
Acadêmica: Fabiana Daniel

SÍNTESE INDIVIDUAL E EXPERIENCIAS ESCOLARES COMO ESTUDANTE


De acordo com os textos consultados, a cultura escolar é considerada como a pedagogia, a organização, a arquitetura, entre outros, que se mostram semelhantes nas escolas. A cultura da escola, por sua vez, é o movimento de diferenciação que acontece em cada escola específicamente, englobando não só a escola, mas também os atores nela envolvidos e a comunidade.

O espaço físico faz parte da rotina escolar e a falta de investimentos nesses espaços nos mostra mais um elemento excludente e desqualificador da educação. Há trezentos anos a escola não experimenta profundas transformações arquitetônicas.

Com as grandes civilizações veio a precisão de um lugar para a transferência da aprendizagem e da cultura. Assim, com o surgimento das cidades e da burguesia o conceito da escola ganhou força, com o objetivo voltado aos interesses e necessidades desta nova classe. Durante a Idade Média, a escola tinha como único objetivo a disseminação da doutrina cristã, e durante o período clássico a escola passa a ter também a finalidade de socialização do indivíduo. No período tecnicista, a escola teve como finalidade a transferência de saberes técnicos e científicos, e essa concepção deixou influências na educação contemporânea.

No Brasil, no período do Império, já se buscava legislar sobre a educação no território nacional, é de 1827 a primeira Lei Nacional que busca ajustar a educação primária abrangendo a gratuidade, o currículo e o salário dos professores. A respeito da educação escolar primária, é só depois de cem anos passados, na Constituição de 1934, que a educação é incluída como direito do cidadão, gratuita e obrigatória. A primeira LDBEN é a Lei n. 4.024 de 1961, e em 1964, com o golpe militar uma nova LDBEN foi estruturada, a Lei n. 5.540/64, que legislava sobre o Ensino Superior, e a Lei n. 5.692/71, sobre o ensino de 1º. E 2º. Graus. Na década de 1980, com a volta da democracia, uma nova LDBEN criada, a Lei n. 9,394/96, que está até hoje em vigor.

O direito à educação escolar é de suma importância para uma nação, pois através da educação que se constrói a cidadania objetivando o direito à igualdade e à diferença. Porém a escola, com suas culturas, muitas vezes reproduz um ensino com vícios e dogmas que a distância de seu objetivo de redução das desigualdades e das discriminações.

Minhas experiências escolares como estudante são referentes ao ensino público em cidades do interior de Santa Catarina. Entrei na escola aos seis anos na década de 80 e minhas experiências observadas, excluindo o pré-escolar, foi de um ensino tradicional, onde as classes eram seriadas e os conteúdos separados por disciplinas tais como matemática, biologia, ciencias, história, etc.

As atividades eram realizadas quase sempre em sala de aula, salvo a disciplina de educação física, não lembro-me de passeios ou visitas realizadas em locais externos à escola. Por volta do início da década de 90 tínhamos vídeo cassete na escola, o que nos proporcionou a incrementação do conteúdo lecionado com filmes e documentários. Brincadeiras e jogos eram quase sempre restritos à disciplina de Educação física, ou eventos como gincanas, geralmente anuais.

No ensino religioso era estudado apenas a doutrina cristã com ênfase aos ensinamentos da Igreja Católica. Resávamos o Pai Nosso e cantávamos canções cristãs. Não lembro-me de ter estudado com alguém de outra religião e nem de haver qualquer questionamento sobre esta prática de ensino religioso. Isto mostra que a escola no final do século XX, ainda reproduzia, de forma discreta, sua finalidade atribuída entre os séculos VII a XIV.

A biblioteca era apenas uma pequena sala com alguns livros e quase nunca tínhamos acesso, não podíamos levar os livros para casa e não eram realizadas atividades lá dentro. Não haviam laboratórios de ciências, porém na escola em que passei a maior parte do meu ensino fundamental e médio havia uma grande pista de corrida e uma sala de teatro que hoje, infelizmente, foram desmanchados.

A organização do espaço escolar tem relação direta com o projeto político e pedagógico da escola, e conforme a pedagogia se altera os espaços escolares acompanham essas alterações. Nas escolas em que estudei, percebi uma arquitetura bem tradicional que reproduziam a concepção de escola como local social de controle e vigilância, obediência e valorização de alguns conhecimentos em detrimento de outros. E elas funcionam até hoje com os mesmos prédios, porém com algumas reformas e ampliações como ginásios de esportes e salas.

Apenas o Terceirão (último ano do ensino médio) estudei em uma escola particular, e não percebi nenhuma alteração em sua estrutura física e administrativa, nem em sua metodologia de ensino.

Pude observar então, que apesar de a educação escolar ter passado por várias mudanças ao longo dos séculos, muito ainda precisa ser feito para que a educação escolar, principalmente a pública em países como o Brasil, consiga atingir seus propósitos referentes à cidadania. Muito ainda precisa ser feito para que as pessoas tenham igualdade em seus direitos e que suas diferenças sejam respeitadas, entendidas e valorizadas. Acredito que a escola possa contribuir de forma significativa para a disseminação dos saberes e dos valores da cidadania e que, mesmo de forma vagarosa, muito já se conquistou e muito ainda será conquistado neste espaço de aprendizagem.

BIBLIOGRAFIA

CARDOSO. Terezinha M. Organização escolar. Florianópolis: Biologia/EaD/UFSC. 2010.

CURI, Carlos R. J. Direito à educação: direito à Igualdade, direito à diferença. In: Cadernos de Pesquisa. n. 116. Jul. 2002.

GONÇALVES, Rita de C. A arquitetura escolar como materialidade do direito desigual à Educação. Ponto de Vista. n1. v.1. jul./dez. 1999.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Síntese Individual - Cíntia Karina Elizandro.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – UFSC
CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO – CED
DEPARTAMENTO DE ESTUDOS ESPECIALIZADOS EM EDUCAÇÃO – EED
Profª: Drª Terezinha Maria Cardoso e Roseli Zen Cerny
Turma: Ciências Biológicas – Pólo Araranguá
Acadêmica: Cíntia Karina Elizandro

A cultura escolar pode ser considerada um conjunto de elementos, entre eles, as concepções teóricas e políticas, que fazem com que as escolas, em geral, se assemelhem. Tais elementos, normalmente são naturalizados, transmitidos e reproduzidos continuamente, muitas vezes dificultando com que mudanças ocorram nas instituições de ensino.
Por outro lado, a cultura da escola é a identidade da mesma, com suas peculiaridades forjadas pela inter-relação da universalidade da cultura escolar, pelos valores que a sociedade vincula à escola e pelos valores manifestados pelos diversos atores que nela se reúnem e participam, porém, não se desvincula de um contexto sociocultural maior, que envolve a dimensão da instituição escolar, do cotidiano, do contexto e da arquitetura.
Perspectivas diversas sobre as finalidades da escolarização foram sendo construídas ao longo dos tempos, existindo várias teorias que muitas vezes se conflitam e interferem de forma limitante na organização escolar e elaboração do seu projeto político e pedagógico.
A teoria de Durkheim está na base da visão funcionalista da escola. Sob esta ótica a escola tem a função de integrar os indivíduos à sociedade, funcionando como um corpo dividido em diferentes órgãos para o cumprimento correto das suas atribuições, regidas por direitos e deveres, para atingir o seu objetivo fundamental.
Em outra ponta Weber afirma que burocracia é sinônimo de organização, embasando a visão estruturalista ou burocrática da escola. Esta perspectiva vem complementar a visão funcionalista, atribuindo conceitos específicos sobre organização, com um conjunto de regras atribuindo papéis bem definidos para os diferentes atores e suas funções no corpo da escola, caracterizando também sua estrutura hierárquica de autoridade.
Já a visão reprodutivista, faz crítica às teorias conservadoras (funcionalista e estruturalista), e tem como base a teoria marxista, onde a escola tem um papel fundamental à reprodução da ideologia burguesa. Essa perspectiva tem duas vertentes, uma que se refere à reprodução social e outra à reprodução cultural. A primeira vê a escola como um ambiente que desenvolve a divisão de classes através de suas práticas. E a segunda percebe a escola como instrumento que através da violência simbólica exercida pela ação pedagógica reproduz e mantém a ordem social. Essa violência simbólica se refere à imposição da cultura dominante.
As chamadas pedagogias crítica e da resistência, participam da crítica que se desenvolveu, principalmente em relação às teorias de reprodução social, argumentando, que assim como no próprio modelo de produção capitalista existem resistências, a escola que se encontra inserida neste contexto social e econômico, também traz em seu interior esse movimento de resistência espelhando a sociedade.
Fazendo um contraponto às concepções funcionalista, estruturalista e reprodutivista, a perspectiva da escola como espaço sociocultural, percebe nesta, uma autonomia capaz de trabalhar com as influências exteriores de forma a promover ou neutralizar suas determinações. Atribui também à escola a característica de produtora da cultura por meio das diversas expressões dos atores que a compõem, sendo que as mudanças que vierem a surgir só serão possíveis em sintonia com a atuação desses sujeitos dentro da forma de agir e ser, construída por eles neste ambiente.
Analisando a história da educação, é possível perceber que o desenvolvimento e estruturação da organização escolar foram se adaptando as necessidades e imperativos ditados em diferentes épocas, onde a escola cumpria finalidades específicas. A escola contemporânea tem herança de todas essas influências e vem se construindo há séculos.
No Brasil, a universalização escolar realizou inúmeras tentativas de criar suas bases, desde 1827, porém foi apenas no início do séc. XX que houve iniciativas mais concretas, principalmente porque surgiu a necessidade por parte do Estado brasileiro para cumprir suas metas de expansão industrial, sendo a escola vista como importante instrumento.
Fazendo um paralelo entre minha experiência pessoal e os estudos sobre a cultura escolar e a cultura da escola, primeiramente, foi possível perceber que as diversas significações sociais creditadas à escola, desde suas teorias mais conservadoras até as concepções mais atuais e abrangentes, encontram-se mescladas e perceptíveis no ambiente escolar. Estas significações não se apresentam como forma única no local, mas é como se a escola apresentasse diferentes faces. É uma instituição, que mesmo tendo sua estrutura moldada pelas classes dominantes, servindo a manutenção do poder através de diversos mecanismos, que resultam no que se pode chamar de cultura escolar, tem no seu âmago uma identidade que se forma por uma força de resistência baseada nos ideais humanos, nos sonhos de pais, educadores e estudantes. Forjada nesta trama de conflitos e intenções, emerge o que se pode chamar de cultura da escola, reflexo do resultado de forças exteriores (históricas e atuais) filtradas à luz de determinada comunidade escolar com seus atores, seus valores e poderes pessoais, construindo um espaço sociocultural único.
Entre os diversos mecanismos de controle da verdadeira potencialidade do ambiente escolar, encontra-se a questão da arquitetura influenciando este contexto como uma forma de domínio embutido de inúmeras significações. Pode-se dizer que a arquitetura é a dimensão que melhor representa a “violência simbólica”, uma vez que, impõe ao indivíduo um ambiente do qual ele não tem como se desvencilhar. Principalmente, quando se fala em educação em termos de “obrigatoriedade”. Por mais que um aluno se sinta oprimido num ambiente que o afasta de sua natureza, liberdade, criatividade e sensibilidade, ele tem a obrigação de permanecer ali, caracterizando assim, o tamanho dessa violência e o grau de adestramento a que é submetido.
Quanto ao direito à educação, este sim é inquestionável, porém, quanto à obrigatoriedade, pode ser considerada uma questão controversa que ofende a liberdade pessoal, talvez a única maneira justa de obrigar alguém a algo, seja transformar o que seria obrigação num desejo irrefreável. Ou seja, a escola deveria ser um local tão ideal que ninguém ousaria perder a oportunidade de vivenciá-la. Não tenho filhos, porém se tivesse, não desejaria colocá-los na escola da forma como ela é, gostaria que eles aprendessem por outros métodos, através dos quais suas criatividades não fossem tolhidas, suas personalidades fossem respeitadas, que eles estivessem em um ambiente acolhedor, onde se sentissem protegidos e dignos. Porém, se eu tivesse filhos, não teria oportunidade de escolha, opção de oferecer a eles alternativas e caminhos diferentes, por quê? Isso é um risco a ordem social? Creio que sim...
Nas seis escolas que frequentei durante o ensino básico posso recordar de alguns traços do que a meu ver compõem a cultura escolar: hierarquia de poder com uma estrutura que permite muitos abusos, relacionamento doentio entre grupos de estudantes (com muitas discriminações e perseguições pelos mais diversos motivos) encarado com naturalidade ou indiferença pelos educadores, arquitetura opressora e falta de ambiente físico adequado para aulas mais estimulantes, conjunto de normas criadas sem a participação dos estudantes, sendo os mesmos, tratados como massa (rebanho), horários de aula incompatíveis com as necessidades dos estudantes e professores, e todas as mazelas que se seguem a estas condições. A maioria das coisas boas a que nos apegamos para sobreviver a esse massacre estava um pouco contaminada de alguma forma: o recreio era legal, todos juntos no pátio da escola descontraindo um pouco, mas neste momento mal orientado, os grupos discriminadores lançavam seu fel, brigas até com luta física aconteciam, ameaças veladas, ostentação com o lanche (que alguns podiam comprar), discriminação pelo lanche (aos que tomavam a sopa escolar), e aí vai. Momentos de companheirismo, para os times em educação física, e o isolamento daqueles que não tinham aptidão ou gosto por determinado esporte.
No que se refere à cultura da escola, alguns pontos específicos puderam ser destacados. Uma escola teve relevante valor na minha memória por estimular as atividades culturais e artísticas, promovendo constantes eventos que reuniam toda a comunidade escolar, inclusive com a presença dos pais, familiares e sociedade local, nos permitindo assim, momentos de interação ativa e construtiva em nosso meio social. Além disso, a direção dessa escola idealizava propostas pedagógicas inovadoras, porém, esbarravam na falta de qualificação específica dos professores que estavam despreparados para implementar essas propostas, esta escola era da rede particular de ensino. Já na rede pública, uma se destacou por ter laboratórios de ciências, de línguas, e auditório para palestras, além de uma biblioteca com razoável qualidade. Essas condições estruturais, apesar de mal exploradas pelos professores, eram sempre uma motivação para os estudantes que ansiavam pelo momento em que seriam levados a estes interessantes ambientes, nos sentíamos mais valorizados por essas condições não oferecidas em outras escolas, e isso nos tornava de alguma forma diferente, se refletindo na cultura de nossa escola. Numa outra escola tínhamos no currículo aulas de técnicas domésticas e técnicas comerciais, que também nos levavam em espaços diferenciados e isso era bastante empolgante, nos colocava em situações diferentes, explorando conteúdos que nos despertavam bastante interesse por fazerem parte de nosso cotidiano. Além disso, os estudantes tinham oportunidade de uma interação mais íntima com seus colegas e educadores nessas aulas, e isso criava uma atmosfera agradável que também se refletia na cultura dessa escola. Existiam outros pequenos detalhes e iniciativas que se diluíam na pressão da cultura escolar. Mas, a atuação dos professores era o ponto que fazia a real diferença, são os professores inesquecíveis: ou por sua dedicação e amor ao que faziam, ou pela tortura e danos que causaram. Infelizmente esses educadores eram todos tratados de igual maneira dentro da cultura escolar, como a dizer através de uma linguagem simbólica que não tinha importância a forma como lecionavam, não seriam valorizados nem punidos, a lei da indiferença prevalecia como um anestésico amortecendo as iniciativas de aperfeiçoamento profissional e de atuação para a construção de uma escola mais verdadeira e estimulante.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
GONÇALVES, Rita de C. A arquitetura escolar como materialidade do direito desigual à Educação. Ponto de Vista. n1. v.1. jul./dez. 1999.

CURI, Carlos R. J. Direito à Educação: Direito à Igualdade, Direito à Diferença. In: Cadernos de Pesquisa. n. 116. Jul. 2002.

CARDOSO. Terezinha M. Organização escolar. ? ed. Florianópolis: Biologia/EaD/UFSC. 2010.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Sobre o grupo

O grupo se formou para trabalhar junto nos trabalhos da disciplina de Organização Escolar do curso de Ciências Biológicas - EaD - UFSC - pólo Araranguá.
Iniciamos as atividades pelo ínicio de fevereiro, criando nosso blog. Em 22.02.2010 começamos com as leituras recomendadas pela professora para elaboração dos textos individuais. Nos reunimos hoje para discutirmos em cima dos textos e idéias que desenvolvemos, iniciando a formatação mental de nossa síntese coletiva e para organizarmos mais alguns detalhes técnicos do blog. Agendamos nossas próximas ações e estamos muito animadas, desejando fazer o melhor possível e aprender muito com esta disciplina. Em breve estaremos postando nossos textos individuais e síntese coletiva.

Seguidores